Jardim no condomínio exige cuidados
Cuidados com o jardim do condomínio
Apesar da maior atenção dos condomínios sobre a vegetação, a manutenção ainda é precária em muitos deles, sem adubação da terra ou com limpeza e rega inadequadas. Em vários dos condomínios, isso é um fato real e que implica na valorização do condomínio. Assim como demais empreendimentos novos, o substrato da vegetação era composto por terra vermelha e está sendo substituído pela preta adubada, própria para plantio. Alguns dos condomínios tinham forrações desnecessárias em alguns pontos, com espaços sobrecarregados, gerando a necessidade de remanejamento ou transplante. É preciso tomar cuidado com espécies que crescem e se alastram rapidamente.
Na realidade, tanto o projeto quanto a manutenção dos jardins implicam em decisões técnicas, especialmente nos condomínios em que o paisagismo ajuda a compor a arquitetura local. Por exemplo, jardineiras construídas sobre laje demandam arbustos e espécies de pequeno porte, já que não têm profundidade suficiente para árvores mais frondosas. Além disso, na manutenção diária, até mesmo a rega precisa ser bem orientada, pois exemplares de maior porte exigem maior quantidade de água, até que a água possa penetrar no solo.
A manutenção exige responsabilidade, com limpeza periódica de pragas, podas, organização dos canteiros, retiradas de galhos secos, além, é claro, da rega. O paisagismo é o cartão de visitas do condomínio, ajuda a valorizar o patrimônio. Ele mostra o zelo de uma gestão. Lembrando também que a lei obriga os síndicos a cuidar da vegetação, especialmente aqueles que precisam remanejar árvores em função de obras como impermeabilização; ou gestores de empreendimentos em implantação, que tiveram exemplares retirados ou transplantados na fase de obras do condomínio. O Termo de Compromisso Ambiental (TCA), estabelece um prazo para o condomínio compensar exemplares extraídos, com transplante ou novos plantios em seu próprio terreno ou em área indicada pelo poder público.


